Em agosto de 2025, começamos todas a trabalhar no escritório da Nahlà, marca da Gi. O escritório era ótimo… para uma pessoa.
A realidade é que o We Hate Shopping já não cabia mais no espaço. A Nina trabalhava na única mesa disponível, uma mesa de recepcionista sem espaço para as pernas. A Giulia ficava dividida entre o estoque da GCBYME e o WHS, em lados opostos da cidade. A Gi embalava os pedidos em cima do sofazinho onde também gravávamos conteúdo. Era um verdadeiro caos.
Logo na entrada, do lado direito, tínhamos uma geladeira com um micro-ondas em cima. A poucos passos dali ficava o banheiro. À direita estava a mesa de recepcionista e, no fundo, uma pequena sala com um tapete branco e um sofá. Do outro lado, o estoque de roupas da Nahlà.
Se a disposição parece confusa na minha descrição, é porque estava tudo uma confusão mesmo.
As meninas sentavam no chão para fazer reuniões, apoiando os computadores em mesinhas baixas improvisadas.
Com todo esse cenário, começamos a procurar espaços maiores para centralizar a GCBYME, a Nahlà e, claro, o We Hate Shopping. Nosso sonho era uma casinha de vila, mas estava difícil encontrar algo que coubesse no orçamento.
O tempo foi passando e, em dezembro, a situação já estava insustentável. Foi quando a Giulia teve uma ideia brilhante: será que não existia uma sala maior no próprio prédio?
Ligamos na portaria e, para nossa surpresa, havia uma sala dupla disponível no segundo andar. No mesmo dia, o zelador Carlos nos levou para conhecer o espaço. Bastou descer o elevador.
A sala era ampla e dividida em vários ambientes. Tinha uma copa digna de cozinha gourmet, dois banheiros, um salão grande e três salas médias. Existia apenas um problema: o carpete horrendo que cobria todo o chão.
Apesar do carpete não ter agradado, o valor estava dentro do orçamento e a mudança seria simples, já que já estávamos no prédio.
Fechamos o contrato em dezembro e, em janeiro, nos mudamos.
No início do mês começaram as obras. Arrancamos o carpete nós mesmas e, embaixo dele, encontramos um verdadeiro deserto de pó infinito. Era tanto pó que nosso aspirador não aguentou e faleceu durante o processo. RIP.
Compramos um piso novinho para o escritório e, para não abusar da sorte, contratamos o Gley para fazer a instalação.
Com o piso pronto, começamos a mudança. Se você trabalha aqui no prédio e o elevador demorava uma eternidade em janeiro, pedimos desculpa. Fomos nós.
Tudo que chegava nós mesmas montávamos. Aprendemos a usar uma chave Phillips e, depois disso, nada mais nos parou.
A reforma tem sido divertida. Todos os dias a portaria liga avisando que algo novo chegou. Só esta semana recebemos mesa, cadeira e um tapete que era bem diferente da foto da Shopee.
Nosso cantinho está ficando lindo, e tivemos a sorte de trabalhar com marcas incríveis de decoração que estão nos ajudando a construir esse espaço com a nossa cara.
Ainda falta muita coisa para terminar, mas uma coisa já é certa: esse novo escritório já ocupa um espaço especial no nosso coração.