Eu não sabia que queria isso...

19/11, wednesday
Eu não sabia que queria isso...

Eu não nasci querendo empreender. Mas de alguma forma, em algum momento, eu já estava com uma marca de roupa, organizando um evento com 50 marcas e um marketplace. Quando percebi, minha vida virou uma sequência infinita de reuniões, planilhas, ideias no meio da madrugada e o clássico “vou só resolver isso rapidinho” que dura 8 horas.

Empreender é tudo, menos glamour. É tomar um café da manhã com o celular em uma mão e o boleto vencido na outra. É trocar o almoço de domingo por caixa de papelão, etiqueta, fornecedor e uma DR com o contador. E mesmo assim, no meio do caos, tem algo que faz a gente continuar. Talvez seja ver o negócio crescer, talvez seja o orgulho de fazer tudo do zero. Ou talvez seja pura teimosia mesmo.

Empreender é sentir tudo ao mesmo tempo.

É empolgação, dúvida, coragem, medo, vontade de largar tudo e, no minuto seguinte, a certeza de que você nasceu pra isso. Não tem manual. É acordar com 300 ideias, dormir com mais 100 na cabeça, e ainda assim seguir. É errar feio, ajustar, testar de novo e, de repente, acertar bonito.

Não só eu mas ninguém começou sabendo tudo. Mas comecei fazendo.

Fui construindo no “fazer com o que tem”. Empreender foi ser designer, sacoleira, vendedora, gerente de crise, dona da ideia e do perrengue. Foi ser do financeiro, do marketing, montar evento na unha, mandar direct atrás de marca, aprender tráfego, contrato, comissão, logística, campanha. Foi entender que não existe fórmula mágica, mas existe estratégia, persistência e intuição. E ser grato por poder aprender e fazer um pouco de tudo inicialmente.

O We Hate Shopping, por exemplo, começou com 8 marcas e hoje virou uma loucura maravilhosa com mais de 300 parceiras. A NAHLÀ nasceu como uma marca de tie dye e hoje é algo totalmente diferente do que eu imaginava que iria ser (digo num sentido não só bom, mas maravilhoso)… Não sei como cheguei até aqui, mas uma coisa é certa: empreender é o maior curso prático da vida real que você pode fazer. E a prova final? Todo dia. Empreender nunca foi um plano fixo. Foi consequência de acreditar que dava pra ser diferente e de fazer acontecer.

Mas tudo bem. A gente vai de café, planilha e coragem. E segue.